Uma breve introdução ao Libertarianismo

Por Nicholas Leviski

 

O libertarianismo é a visão segundo a qual toda pessoa tem direito a um modo de vida que ela escolheu, desde que respeite o mesmo direito dos outros. O libertário é o oposto do autoritário, e significa “aquele que rejeita a ideia do uso de violência ou ameaças de violência – legal ou ilegal – a fim de impor a sua vontade ou seu ponto de vista sobre qualquer pessoa pacífica”. Basicamente, a principal característica do libertarianismo é proposição da liberdade individual como princípio primordial do ser humano, reconhecendo a responsabilidade dos indivíduos sobre suas ações e decisões voluntárias. Mais do que um sistema moral, o libertarianismo é também uma filosofia política que busca a paz, a prosperidade econômica e a harmonia social.

Algumas das ideias em que creem os libertários são: individualismo, a ideia segundo a qual cada pessoa é uma entidade moral independente; direitos à vida, liberdade e propriedade; livre mercado e ordem espontânea. Os primeiros vestígios dessas ideias remontam à antiguidade da China, Grécia e Israel. Mais tarde essas ideias evoluíram com o desenvolvimento de teorias que lembram o libertarianismo moderno, por exemplo, a obra de pensadores dos séculos XVII e XVIII, como David Hume, John Locke, Thomas Paine e Thomas Jefferson. Talvez o primeiro libertário tenha sido Lao-Tsé, que viveu em torno do século VI a.C., filósofo taoísta chinês. Embora o libertarianismo moderno tenha nascido no Ocidente, ideias libertárias são evidentes na organização do antigo povo de Israel, na filosofia grega e na cristandade ocidental.

O liberalismo nasceu mais tarde, durante as revoluções inglesas anti-absolutistas do século XVII, e, em seguida, desenvolvido especialmente no século XVIII, a partir da Declaração de Independência de 1776 (um dos textos mais importantes da história do libertarianismo), e mais tarde, no século XIX, com a participação ativa do movimento abolicionista (um típico movimento libertário), entre outras coisas.

A palavra “libertarianismo” foi usada pela primeira vez em 1789 por William Belsham no contexto da defesa do livre-arbítrio, mas no contexto político tornou-se popular na segunda metade do século XIX, entre a tradição anarquista coletivista Europeia, tendo originalmente o sentindo de hostilidade com relação ao Estado, religião e a propriedade privada. O sentido atual do termo deu-se em meados do século XX, com a consolidação política do movimento libertário (mais precisamente minarquista), como o Partido Libertário dos EUA, fundado em 11 de dezembro 1971 (o partido foi, no entanto, alvo de críticas severas por parte do movimento, incluindo agoristas, por acreditarem que o nome do partido era uma contradição, os julgando como “uma direita; ‘socialistas mínimos’”).

O Libertarianismo é uma mistura de duas correntes políticas previamente existentes separadamente: o liberalismo clássico e anarquismo individualista. No libertarianismo há duas principais linhas de divisão. A primeira delas, moderada, que defende a existência de um Estado mínimo (minarquismo); e a outra, mais radical, que advoga a total abolição do Estado (anarcocapitalismo; agorismo). Falarei mais sobre o Anarcocapitalismo no próximo artigo.


 

Nicholas Leviski é coordenador do grupo de estudos Capitalismo e Liberdade; Estudante de administração na Unespar e de economia na Unopar; Judeu; Anarcocapitalista.

 

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