Igualdade entre gêneros: não há oponente à altura do livre mercado

por Antony Davies e James R. Harrigan

 

wpid-unnamed-6.jpg.jpegO Dia Internacional da Mulher, comemorado anualmente no dia 8 de março, se tornou uma celebração das conquistas femininas na política, nos negócios e nas artes. Neste ano foram marcados eventos em pelo menos 86 países, quase 180 somente nos Estados Unidos. Essas cerimônias, discursos e workshops irão examinar praticamente cada detalhe da vida das mulheres, porém poucos, se é que alguém, irá perceber que o Dia Internacional da Mulher teve origem no socialismo americano e no comunismo do leste europeu.

O dia foi comemorado primeiro pelo Partido Socialista Americano em 1909, e em 1917, quando se foi colocado em prática uma série de eventos que virariam o que conhecemos como Revolução Russa. Operárias entraram em greve neste dia para obterem “pão e paz” diante da Primeira Guerra Mundial. Leon Trotsky concluiu posteriormente que este evento iniciou a revolução.

Os líderes socialistas utilizam ostensivamente o Dia Internacional da Mulher para enfatizar o seu comprometimento com a igualdade entre gêneros. Ainda que contrário às suas raízes socialistas, mais de um século de evidência desde o primeiro Dia Internacional da Mulher sugere que o livre mercado é a única – e melhor solução à desigualdade, entre gêneros principalmente.

Os dados não mentem. O Fraser Institute e o Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento têm mais do que o necessário para podermos tirar nossas conclusões.

Em seu relatório anual – A Liberdade Econômica no Mundo, o Fraser Institute, um think tank pró-livre mercado Canadense, afere os diferentes graus de liberdade econômica dentro dos países. O Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento, em seu Relatório de Desenvolvimento Humano, analisa os diferentes graus de igualdade entre gêneros em cada país. O Fraser Institute não considera igualdade como um fator ao construir o ranking de países de acordo com a liberdade econômica, e a ONU não considera liberdade econômica ao construir o ranking de economias de acordo com a igualdade. Porém, quando os dois relatórios são combinados, um padrão incrível emerge.

Em países que são, de acordo com o Fraser Institute, economicamente mais livres, tais como Suíça e Finlândia, mulheres conquistaram, de acordo com a ONU, uma maior igualdade de renda. Em metade dos países com as economias menos livres, tais como Índia e Argélia, os cálculos da ONU indicam que as mulheres vivenciam uma desigualdade muito maior (quase 75% maior de acordo com o índice de desigualdade).

wpid-unnamed-7.jpg.jpegQual é a implicação disso? Quando comparadas aos homens, mulheres em países mais livres em termos econômicos sustentam um maior número de assentos no parlamento, tem maior expectativa de vida, estudam mais, e ganham mais do que em mulheres em países menos livres. Em resumo, em economias mais livres, as vidas das mulheres são mais longas, mais prósperas e mais auto-direcionadas.

O resultado pode não ser uma surpresa. Países ricos tendem a ser mais livres economicamente, e pessoas em países ricos tendem a ter mais tempo e dinheiro para se preocuparem com a desigualdade de renda. Talvez essa seja a razão da desigualdade de renda não ser uma função da liberdade econômica assim como a riqueza é.

Tirando o fato que, na verdade, ela é. Se nós restringirmos nossa visão aos países mais pobres, o mesmo padrão aparece. Comparando os dados do Instituto Fraser e da ONU, encontramos que, dos 25% países mais pobres (medidos por PIB per capita), metade dos mais economicamente livres alcançam maior igualdade de renda do que aqueles menos livres. De acordo com os próprios números da ONU, as mulheres sofrem menos desigualdade em países pobres, economicamente livres, do que em países pobres, economicamente menos livres. As mulheres em países pobres, porém economicamente mais livres, tem mais assentos no parlamento (em relação aos homens), tem melhor educação (em relação aos homens), e vivem mais (em relação aos homens) do que mulheres em países pobres, porém economicamente menos livres.

Desde o advento do Dia Internacional da Mulher, muitas, de pessoas comuns à presidentes e Papas, veem o controle governamental dos mercados como a solução para a pobreza e a desigualdade. Uma avalanche de evidências do século passado mostra que, apesar de nossas boas intenções, um maior nível de pobreza e desigualdade está diretamente relacionado ao nível de controle governamental sobre a economia.

Não há melhor época para se observar esses fatos do que no Dia Internacional da Mulher. Uma celebração que já foi apenas propaganda comunista pode, e deve, ser repensada para celebrar as forças que realmente retiram as pessoas da pobreza e acabam com a desigualdade. A evidência sugere que a igualdade não surge da violência estatal, mas sim do voluntarismo do mercado.


Sobre os autores

Antony Davies

Antony Davies é professor de economia na Universidade de Duquese, também é pesquisador associado do Mercatus Center na George Marson Univesity.

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James R. Harrigan

Associado do Institute of Political Economy na Utah State University

 

 

 

Tradução de Russ da Silva. Revisão de Ivanildo Terceiro. | Artigo Original

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