Livre imigração, o Mediterrâneo e a perseguição estatal

por Uriel Carrano Bueno

 

Contexto complicado, os imigrantes estão sem saída:

wpid-img-20150422-wa0000.jpgCentenas de milhares de pessoas estão morrendo em busca de lugares com maiores liberdades civis e econômicas para se viver. Só nessa semana, diversos barcos afundaram no mar Mediterrâneo, matando centenas de pessoas.
A OIM (International Organization for Migration) prevê 30 mil mortes no Mediterrâneo só neste ano. (http://goo.gl/IRmrWm)
Os imigrantes estão fugindo das numerosas zonas de conflito que assolam a região do norte da África, bem como vindos de outros países africanos que estão passando por crescentes ondas xenofóbicas (http://goo.gl/In4Ymd) e de perseguição religiosa. (http://goo.gl/AdnfDH)
Cristãos etíopes e outras minorias religiosas fogem do estado islâmico e também são obrigados a mudar sua rota de imigração devido a restrições imigratórias da Arábia Saudita – esse cenário aliado aos conflitos entre milícias e a resposta repressiva do governo líbio agravam ainda mais a situação do continente. (http://goo.gl/9tPHIH) .

Estados, proprietários ou bandidos?

A proibição da locomoção de pessoas se dá pelo monopólio territorial que gangues estatais impõem através da violência, algo que é totalmente desumano, já que os estados não são proprietários legítimos do território que monopolizam.
Os governos europeus alegam estar tomando medidas para ajudar tais imigrantes, o que é mentira, visto que as proibições e perseguições desses governos é o motivo pelo qual os imigrantes fogem por rotas perigosas e através de embarcações precárias, dificultando a fuga desses locais em guerra civil e com pouca ou nenhuma liberdade econômica e religiosa.
As únicas medidas que os governos europeus estão efetivamente tomando (fora os discursos demagógicos) é a repressão sistemática às pessoas que ajudam tais imigrantes. (http://goo.gl/yYr9FC) e (http://goo.gl/FpcYPx)wpid-unnamed-3.jpg.jpeg

O motivo da repressão – O que ninguém fala: O estado de bem estar social

O estado de “bem estar” social europeu que garante a eleição de políticos demagogos e a permanência de burocratas parasitas elevam os gastos estatais através de programas insustentáveis (como a previdência social), o que na prática, torna-se o principal fator que incentiva os governos a manterem tais proibições e restrições a imigrantes pobres.
Os excessivos gastos estatais e os programas de bem estar social resultam em crises cíclicas que se retroalimentam e intensificam problemas sociais, fazendo com que os europeus culpem os estrangeiros pelos problemas causados por seus próprios governos. Em resumo, a intervenção estatal alimenta a xenofobia, pois os imigrantes são vistos como competidores pelos subsídios estatais ao invés de cooperadores na criação de riqueza.

A solução – Livre mercado, voluntarismo e livre imigração

Em um sistema de livre mercado, não existiriam incentivos econômicos para manter as fronteiras fechadas, muito pelo contrário, todos os incentivos (econômicos) seriam para que as fronteiras sejam abertas a fim de que o intercâmbio cultural e comercial sejam maximizados¹.
O estado de “bem estar” social deve ser desmantelado e as pessoas devem recriar uma cultura de voluntarismo, de caridade privada e, principalmente, as fronteiras artificiais devem ser abolidas, para que os regimes violentos que assolam o continente africano sejam enfraquecidos ao mesmo tempo que as economias dos países europeus possam ser recuperadas. Indicadores apontam que, com as fronteiras abertas, o PIB mundial dobraria em pouco tempo (http://goo.gl/zyhmvC).

Conclusão:

Enquanto governos perseguem e são responsáveis pela morte e sequestro de milhares e até milhões de pessoas todos os anos, apenas por considerarem tais pessoas ‘ilegais’, o livre mercado e a livre iniciativa se organizam e são a solução para salvar e ajudar essas pessoas.
A livre imigração é uma pauta libertária, e deve sim, ser exaltada. Pessoas não podem ser consideradas ilegais.
Aqui em baixo está o link de uma organização que está desafiando governos e salvando imigrantes em apuros no Mediterrâneo. Conheça mais o projeto abaixo e doe também com BITCOIN: http://www.moas.eu/

¹* As fronteiras abertas são uma previsão em uma economia de livre mercado mas não uma certeza, pois assim como nenhum tipo de segregação deve ser compulsória, as associações entre os povos também não. Grupos étnicos que não queiram se ‘misturar’ em suas propriedades privadas poderiam coexistir em uma sociedade libertária, a única exigência seria a de não agredir os direitos naturais dos estrangeiros.


 

Uriel é coordenador local do EPL, estudante de engenharia agronômica (ESALQ-USP) e anarcocapitalista.

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