Quem perde com os impostos ao empreendedor?

por Ricardo Alonso

wpid-11168540_1620811684822561_4262343315927951283_n-1.jpg.jpeg Em seu livro “O que se vê e o que não se vê”, o francês Frederic Bastiat busca nos esclarecer a ideia de que, quando temos um martelo em mãos, todas as coisas a nossa volta se parecem com pregos, e que, na maioria das vezes, tratar os problemas sociais com leis intervencionistas tem consequências catastróficas, principalmente para aqueles que estas se propõem a defender.

Quem paga o FGTS? De onde vem o mágico 13° salário? Quem são os maiores prejudicados com a taxação de grandes riquezas de empresários?

Todo imposto que visa atingir o empreendedor atinge primeiro o consumidor, depois o empregado e só depois o próprio empreendedor. Todos os “benefícios” supostamente pagos pelo patrão para seu funcionário, na verdade não passam de partes de seu salário que este não tem a liberdade de escolher como gastar.

Essas afirmações não são apenas empiricamente verificáveis, são verdades a priori. Com isso quero dizer que existem coisas que não precisamos testar empiricamente para assumirmos como verdade, pois são óbvias. Exemplo: “Aumentar o salário mínimo para R$30.000 reais causaria muito desemprego”. Não precisamos aumentar o salário mínimo para R$30.000 reais para saber quais seriam as consequências disso, sabemos a resposta a priori.

A economia é um jogo, e seus jogadores, os seres humanos, são seres racionais guiados por interesses próprios, e não é muito anti-intuitivo o pensamento de que, ao receber uma taxação, o empresário, que naturalmente não deseja diminuir seu padrão de vida, vai repassar esta taxação até não poder mais. E quando ele não conseguir mais, vai começar a ser afetado de maneira mais significativa, mas nem de longe tanto quanto o consumidor e o seu funcionário, por serem mais frágeis nesta equação. Podemos deduzir, a priori, o que acontecerá quando taxarmos o empresário.

Com uma taxação inicial pequena, tomar uma decisão drástica como reduzir o contingente não é a primeira opção em mente, e sim aumentar o preço do produto/serviço. Quando isso acontece, a taxação ao empresário afeta o consumidor, e se o que é produzido é algum recurso de base importante, como o pão que produz uma padaria, isso é particularmente desastroso, pois impacta mais o pobre. Até aqui o empresário está tranquilo, talvez nem tenha passado por sua cabeça a possibilidade de reduzir gastos, enquanto o consumidor está sendo prejudicado pela taxação.

Depois, com o aumento da taxação, o empresário começa a querer demitir/não contratar funcionários. Os funcionários do empresário estão, evidentemente, em uma situação mais frágil que este, e é extremamente mais relevante o fato de que eles ficarão desempregados do que o fato de que o empresário não estará fazendo tanto lucro quanto antes. Aqui estão inclusos todos os supostos “direitos” trabalhistas como o FGTS, o 13° salário, férias, folga remunerada e etc, pois tudo isso encarece um funcionário. Daí só precisamos assumir que o empresário não é um completo imbecil para deduzir o que segue: Desemprego. Aliás, na hipótese de imbecilidade, ele iria fazer a empresa ter prejuízo, e esta, mais cedo ou mais tarde faliria, resultando também em desemprego. Neste estágio temos um empresário relativamente desconfortável, uma pessoa mais frágil que ele desempregada e um consumidor pagando mais caro por um produto provavelmente de pior qualidade.

Quando as taxações começam a, de fato, impactar o empresário, o caos intervencionista já está instalado em todas as partes mais “frágeis” da equação. Mas calma que piora. Quais você imagina que são as consequências da empresa não dar lucro? Quais são as consequências dela dar prejuízo? Quem perde com o negócio falindo?

Em suma, podemos dizer que a taxação ao empresário em TODOS os níveis é muito mais danosa aos trabalhadores e aos consumidores. Aqueles que não valorizam o empreendedor são, portanto, covardes, que pregam por um sistema fadado a fazer o povo passar por fome, desemprego, pobreza e violência (consequente dessa conjuntura). Provavelmente não teriam papel higiênico também. Não precisamos recorrer a exemplos na história para saber disso a priori, mas, a título de curiosidade, alguém consegue pensar em algum?


Ricardo Alonso é diretor do portal Anarcocapitalismo, coordenador local do EPL, estudante de Psicologia (UFRJ) e anarcocapitalista.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s