O Fim do Sonho Americano

por Fernando Alves

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John F. Kennedy é considerado uma das grandes personalidades do século 20. Foi o candidato presidencial do Partido Democrata nas eleições de 1960, derrotando o Republicano Richard Nixon em uma das eleições mais apertadas da história presidencial do país. Ele teve de lidar com a crise dos mísseis em Cuba, que quase iniciou uma guerra nuclear e deu início à corrida espacial que levou o homem a lua.

Kennedy representava uma nova era de esperança, paz e prosperidade. Ele foi o ultimo presidente americano que se opôs a Reserva Federal, o sistema de bancos centrais dos Estados Unidos. Em 4 de junho de 1963 ele assinou a ordem executiva 11110. Essa ordem executiva forçou o Tesouro dos Estados Unidos a emitir dinheiro de verdade, sem a Reserva Federal. A intenção de Kennedy era de desmanchar este sistema.

Seis meses depois ele levou um tiro na cabeça. O novo presidente, Lyndon Johnson jogou fora a ordem de Kennedy. E nenhum outro presidente ousou sequer confrontar ou questionar os poderes secretos por trás da Reserva Federal. “Para preservar nossa independência, nós não deixaremos que nossos governantes nos ponham em dívida perpétua.” Defendia Thomas Jefferson a mais de 150 anos antes de Kennedy. Para ele, a divida pública era o maior perigo para se temer, pois isso poderia fazê-los depender dos bancos para sempre. “Se os Americanos algum dia deixarem Bancos privados controlarem o dinheiro deles, primeiro através da inflação e depois deflação, os Bancos e as Corporações que crescerão, vão privá-los de suas propriedades até que, um dia, seus filhos nasçam sem terra no mesmo continente que seus pais conquistaram.” Jefferson era contra a criação de um Banco Central, mas ele acabou sendo criado mesmo assim, eloquentemente defendido por Alexander Hamilton. Mas o sucesso dos banqueiros não permaneceu por muito tempo. Anos mais tarde, Andrew Jackson, 7º presidente dos Estados Unidos, que era contra a instituição, acabou conseguindo fechar o Banco Central Americano. Ele lutou contra os banqueiros e venceu. Aquela foi a ultima vez na história americana que a divida pública foi quitada. Mas os banqueiros não aceitaram esta derrota tão facilmente e por muita sorte, ele sobreviveu a uma tentativa de assassinato em 1836.

“Os grandes esforços feitos pelo banco atual para controlar o governo, são apenas premonições do destino que aguarda o povo americano, caso sejam endividados a perpetuação desta instituição ou estabelecida de outra do mesmo tipo.” – Andrew Jackson.

Em 1910, em uma reunião secreta, J.P Morgan e companhia, decidiram que o controle deveria ser feito de forma invisível, de forma que as pessoas achariam que estão no controle dos bancos. Foi assim que surgiu a ideia de controlar todas as instituições financeiras dos Estados Unidos criando a Reserva Federal. Em 1913 o presidente Woodrow Wilson, possivelmente cúmplice, ou comprado, assinou a criação da Reserva Federal e do Imposto de Renda. Assim a IRS e a RF começaram a trabalharem juntas. Hoje, elas não apenas cobram impostos dos lucros, como também cobram impostos da própria inflação. Quanto mais inflação, mais eles tomam do contribuinte, e mais enriquecem, fazendo com que o sonho americano, de uma terra livre, se torne cada vez mais distante, como avisaram Thomas Jefferson e Andrew Jackson que aconteceria.

O dinheiro é criado de dividas a partir de empréstimos feitos pelo governo dos Estados Unidos, em um processo perpétuo de endividamento.Quando o governo americano precisa de mais dinheiro, ele vende títulos públicos, que são nada mais do que papeis com carimbos do governo que os tornam oficiais. A Reserva Federal compra esses títulos públicos e em troca imprime dinheiro para o governo. Como toda dívida, esta também gera juros, devendo um dia ser quitada, mas como a dívida sempre será maior que o dinheiro em circulação, ela nunca poderia ser paga. Muitos economistas prevêem que a próxima grande crise mundial será da divida pública.

Essas mesmas instituições constituem-se de um grande poder financeiro, influenciando diversos governos pelo mundo. Hoje, a Receita Federal americana tem sua própria polícia e é também é uma das mais temidas e eficientes do mundo. Nas últimas décadas os EUA tiveram uma perda signicativa em liberdade econômica com inchaço do estado, agravada por uma intensificação nas políticas econômicas populistas. Infelizmente, desta forma e por estes motivos o sonho americano de uma terra livre e próspera vai ficando cada vez mais distante.

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