Sobre a Política de Salário Mínimo

por Fernando Alves

 

Primeiro gostaria de começar este artigo desmentindo essa grotesca mentira que nos contam, a de que “ninguém é melhor que ninguém”. Todos nós somos diferentes, alguns são melhores do que outros, e cada pessoa têm um valor diferente, valendo de acordo com suas capacidades, raridade e importância na sociedade. Apenas as leis deveriam ser as mesmas para todos.

Segundo, o mercado não é insaciável como dizem os socialistas, ele apenas responde a uma demanda finita de X produtos e serviços, criada ou descoberta por ele mesmo. Quem o estado pensa que é para decidir o que é melhor para mim? Quem concorda com medidas protecionistas, que dificultam a compra de produtos, deve pensar da seguinte forma: “Pessoas malvadas querem nos vender produtos por um preço mais barato. Isso vai destruir a nossa economia. Que horrível seria viver com tanta opulência! Salve-nos da abundância poderoso governo, aumente os impostos de todos os produtos. Precisamos pagar mais caro por tudo se quisermos ter uma vida melhor, ó grandioso governo!”.

Terceiro, voltando ao assunto, eu sou contra o salário mínimo porque percebo que a imposição de um salário mínimo pelo governo não ajuda os mais pobres e/ou os mais jovens que querem ingressar no mercado. Mas não acho o salário mínimo indexado pelo governo um grande problema, desde que ele não seja muito alto em um país onde não existe uma mão de obra qualificada, pelo simples motivo de que; salários mínimos não sustentados pelo mercado geram desemprego, isso é fato. Neste caso, ele tem um efeito contrário, ao invés de ajudar os pobres ele os prejudica. Existindo ainda outro agravante, que é causar aumento dos preços. Com uma política de salário mínimo, os empresários que são forçados a aumentá-lo, aumentam também o preço dos produtos para compensar os novos custos. É praticamente inevitável o repasse ao trabalhador que consome tais produtos. O aumento do salário mínimo na verdade traz uma diminuição no real poder de compra do trabalhador, portanto há uma maior chance do trabalhador ter um aumento real no seu salário se este vier de forma natural.

A ausência de salário mínimo é mais bem vista em países com autos índices de livre mercado, onde existe uma grande oferta de mão-de-obra qualificada, onde os salários e o PIB per capita já são autos. Tanto que 77% dos suíços preferiram não ganhar o maior salário mínimo do mundo. O discurso emotivo dos socialistas é sempre muito bonito, mas socialistas não administram empresas, e se administrassem, iriam falir todas elas com tamanha boa vontade.

As empresas visam o lucro mesmo, e ponto final, mas essa visão de exploração do trabalhador é distorcida. As empresas precisam investir, expandir, trocar a frota de maquinas e veículos, desenvolver novas tecnologias, ter caixa para eventuais emergências e etc. Até as cooperativas que dizem não visarem o lucro precisam dele para sobreviver. O estado como todos nós já sabemos não consegue oferecer um serviço de qualidade e apenas sobrevive porque vivi do dinheiro dos outros. Um claro exemplo de que os trabalhadores não precisam do governo ditando qual vai ser o salário mínimo em um livre mercado é a rede de supermercados Walmart, que tem um histórico aumento de salário que pressiona os dos rivais para cima.

Quando o governo aumenta ou estipula um salário mínimo, ele acaba gerando desemprego entre os trabalhadores. Isso porque os custos dos empregadores aumentam, o que os obriga a demitir trabalhadores que, com o novo salário mínimo, passam a gerar um lucro menor para a empresa do que o custo para mantê-los. Apenas com o aumento da produtividade é possível aumentar os salários dos trabalhadores. Só assim, empregadores e empregados saem ganhando. Se você aumenta forçosamente o salário de pessoas pouco produtivas, passa a ser custoso empregá-las. E você simplesmente não obterá retorno nenhum com a sua mão de obra empregada, passando a ser irracional manter um empregado nestas condições.

A exploração do trabalhador acontece em muitas empresas. A questão aqui é; em quais países ela acontece? Onde existe exploração e baixos salários? A resposta é óbvia, mas nenhum socialista gosta de aceitá-la, onde existem políticas de esquerda, onde existe socialismo, populismo, fascismo corporativista, onde existe intromissão indevida do estado com suas estatais monopólicas que dificultam a concorrência, onde existe capitalismo sem liberdade, onde não existe segurança jurídica, proteção à propriedade privada, onde existem muitas leis inúteis que quase sempre são descumpridas, onde não existe estabilidade política e etc.

O problema de todo socialista e a cabeça presa no passado e o pensamento linear. A exploração no início do século era o começo de algo. E tenha certeza, era melhor do que o que tinha antes, do contrário os pobres não teriam migrado para as cidades à procura de emprego e melhor qualidade de vida. Graças à revolução industrial, foi possível produzir comida e bens de consumo em massa por um baixo preço, reduzir a mortalidade, aumentar a expectativa de vida e tirar os pobres da miséria como nunca antes na história do mundo.

Enquanto o Brasil não sofrer um banho de livre mercado, acho mesmo difícil o desafio de criar um ambiente favorável onde às pessoas possam ter melhor capacitação e possam negociar mais livremente a sua remuneração e assim obterem melhores salários.

 

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