A anarquia já existe, e é mais conhecida como internet

por Otávio Guerra

No final da década de 80 e começo da década de 90 quando a internet começou a ser implementada comercialmente junto com a criação dos primeiros computadores voltados para o grande público, não se imaginava que a gama de serviços que ela um dia poderia oferecer fosse tão absurda como é hoje. Mas a pergunta é de que forma isso se deu e por que isso acontece? Vou tentar responder a seguir.

A internet nasceu e ainda é totalmente livre de qualquer regulação estatal (sim, eu sei que burocratas já fizeram seu belo trabalho de legislar sobre ela, mas existem ferramentas para lhe tornar anônimo na rede e de certa forma burlar essas regulamentações²). E como tal seguiu seu rumo de alocação perfeita de recursos proporcionados por qualquer livre-mercado o que já era esperado segundo as teorias da escola austríaca de economia. Segundo os austríacos, ali deveria se observar uma prosperidade muito maior do que quando comparado a mercados mais regulados, e veja só você, foi exatamente isso que aconteceu! O mercado web foi o mercado que mais cresceu nos últimos anos, onde passou de 16 milhões de usuários em 1995 a mais de 3 bilhões em apenas 20 anos¹ , e esse crescimento se deu justamente por este ser ,ainda hoje, o mercado mais livre da história. Foi justamente a ordem espontânea do mercado que proporcionou isto tudo, absolutamente nenhum burocrata precisou dar algum decreto ou criar seus programinhas populistas para a internet crescer e se tornar o que ela é hoje. Isso é exatamente o que acontece quando o estado deixa de regular alguma parcela do mercado, ele cresce e premia os cidadãos que foram mais eficientes em gerar valor para a sociedade.

No começo do mercado web existiam poucos serviços, como a troca de e-mails e comunicação básica, mas isso era questão de tempo e essa gama de serviços foi multiplicada muitas vezes a cada ano e apresentando, praticamente diariamente, uma nova ferramenta alternativa aos mercados regulados ou totalmente dominados pelo estado. Finalmente com o passar do tempo podíamos finalmente dizer: “Dont’ tread on me!”.
E a internet amigo, com seu perfil totalmente ancap, não só potencializou a liberdade do indivíduo que agora poderia dizer não ao Estado, como também, trouxe a possibilidade de retaliação. Sim, pela primeira vez tínhamos vantagem contra o estado, vantagem que até hoje reina. E a consequência disso foi vista recentemente, quando qualquer adolescente de 14 anos com algum tempo livre, poderia fazer um ataque Dos¹ e inundar os servidores das aberrações criadas pela fusão do capitalismo com o estado (Corporações). E quando estas ousaram ir contra a liberdade dos já acostumados com o ancapistão virtual, sofreram seriamente as consequências e perderam milhões de dólares na chamada “Primeira guerra cibernética virtual”.

A internet nos livrou das algemas do estado e nos deu armas para lutar contra ele, a internet e seus serviços como as criptomoedas e outros diversos serviços independentes na web² são a nossa artilharia de retaliação e nós temos que aproveitar. O DDos e tantas outras formas de sabotagem é um tipo de luta, mas essa fica a cargo da vanguarda, aos usuários comuns resta uma série de serviços que vou listar no final do texto que são resultado do puro e legítimo mercado com DNA ancap proporcionado pela internet. Resta a nós, saber usar essa incrível invenção e mostrar para as massas que a fronteira do ancapistão é o tempo que seu browser demora pra “abrir” o Google.

1: Fonte: (http://www.internetworldstats.com/emarketing.htm )
2: Dos: Acrônimo em inglês para “Denial of Service” , que significa , negação de serviço. Ataques desse tipo geralmente se caracterizam por enviarem um grande volume de tráfego ao sistema da vítima (servidor de hospedagem do site) de modo a congestionar a sua banda.
3: TOR project: (www.torproject.org), o browser e a rede que lhe permite navegar totalmente anônimo, use sem moderação wink emoticon
4: Pequena lista de serviços alternativos ao estado encontrados na internet:

Criptomoedas para fugir da inflação estatal: (www.bitcoin.org/pt_br/)
Arbitragem privada: (http://arbitranet.com.br/a-arbitranet)

Táxi livre: (www.uber.com)

Segurança privada de bairro: Aplicativos como o (http://peacekeeper.org). É apenas um exemplo das maneiras pelas quais as comunidades locais podem reduzir o custo de segurança e serviços de emergência e mantê-los localmente.

Existem várias outras dicas é só pesquisar! Usando o TOR³ é claro 😉

Otávio Guerra é estudante de Engenharia de Computação, coordenador dos grupos de Estudos Libertários Tecnologia e liberdade e João Cordeiro, Anarcocapitalista e eterno estudante da ética da liberdade.

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