Opinião: Por que não escolher o estado?

por Hiago Luiz

wpid-menosestadomaisliberdade.jpgÉ difícil encontrar, em nossa sociedade, uma pessoa que se auto intitule contra a liberdade. Da mesma forma, é raro de se encontrar indivíduos favoráveis a violência contra pessoas pacíficas. Porém, quando encontram pessoas que se posicionam plenamente contra qualquer tipo de violência e a favor da total liberdade, os mesmos que antes defendiam ambos se posicionam rigidamente contra, taxando-lhes de utópicos, irracionais, irrealistas, entre outros adjetivos de mesma amistosidade. Mas será que são justas tais criticas? Defender a violência, em qualquer grau possível, é aceitável? Mas é isso que a maioria faz ao defender as mais variadas formas de estado.

Não é difícil entender porque esses ataques acontecem. A ideia da liberdade plena e da ausência de violência só existe em um arranjo anárquico, sem Estado. O que é inaceitável na cabeça de algumas pessoas, vamos tentar entender então porque qualquer modelo de estado é inaceitável e deve ser rechaçado por indivíduos livres.

Primeiramente, o que é essa entidade tão necessária para a vida humana que atende pelo nome de estado? A existência de qualquer forma de estado carrega consigo um conceito, o ato de governar. Dado que governar é o processo pelo qual indivíduos dentro de uma sociedade são elevados à posição de controle sobre os outros indivíduos dessa sociedade, seus governados, os indivíduos que governam tem o poder de criar regras que delegam como os cidadãos devem se comportar, essas regras são chamadas de leis, tais leis por si só não seriam efetivas, os indivíduos poderiam simplesmente quebra-las. Dessa forma, para a existência de um arranjo estatal é necessário o uso da violência e sua ameaça pra fazer com que os governados cumpram essas regras. Dai vem a essência coercitiva do Estado, que precede qualquer modelo econômico, se existe estado nessa sociedade os indivíduos não são livres.

O Estado utiliza da sua violência para impor determinadas penas a quem desobedece seus senhores, tais como: pilhagem de suas propriedades, sequestro e encarceramento, trabalho forçado, as crueldades são infinitas e imorais.

Todos estamos munidos de direitos absolutamente naturais e essenciais, são eles o direito a vida, o direito a propriedade e o direito a liberdade. Nenhum indivíduo deve ter o direito de interferir em qualquer um desses itens, qualquer um que o faça é um criminoso, qualquer regra que interfira nessas leis naturais é uma regra injusta, é uma regra antitética, como foi a escravidão, como é a pilhagem estatal.

O senso moral da grande maioria da sociedade entende que se apropriar da propriedade de outros é um crime, porém, aparentemente, tal regra não se aplica ao estado, que pratica o roubo em uma quantidade que bandido algum jamais sonhou fazer. Da mesma forma, fica claro que forçar alguém a fazer algum trabalho sob a ameaça de sequestro e encarceramento é uma das mais desumanas violências existentes, porém é o que o estado faz com seu alistamento militar obrigatório.

Um dos argumentos a favor do estado é que a grande maioria da população consente em entregar de bom grado parte de sua riqueza para o estado, porém tal afirmação cai por terra quando analisamos a questão moral por trás disso, afinal, o consentimento de um grande número de africanos tornaria a escravidão de séculos atrás algo correto?

Esses são só alguns pontos a serem abordados contra o estado, sua essência violenta faz com que ele se torne essencialmente ruim, pois a violência contra indivíduos pacíficos é inaceitável, um arranjo que faça isso por natureza é tirano, é criminoso.

Violência não é a saída para coisa alguma. Nem mesmo a revolução anti-estatal deve se dar pela força. Se você quer um mundo de indivíduos livres, lute por isso, não com armas, mas com idéias. Espalhe a farsa que é o grande leviatã estatal, instigue as pessoas a sua volta a pensar sobre essa tirania. Uma sociedade que ama seus senhores está fadada a uma vida de servidão, uma sociedade que almeja a liberdade não colhera outra coisa, que não a justiça.


Hiago luiz é estudante de economia da UFRJ, cordenador local do EPL e anarcocapitalista.

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