O estado tem custos invisíveis; o mercado tem benefícios invisíveis

invisc3advel-620x350

Por Raymond C. Hoiles

Deve haver uma razão pela qual a proteção ou o estado de bem-estar é tão popular e tem ganho tantos seguidores tanto em nosso país e ao redor do mundo. Sem dúvida, é porque muitas pessoas acreditam que esta é a melhor forma para mitigar a pobreza e promover a prosperidade para todos.

Se isso for verdade, por que acreditam nisso? Talvez porque os resultados materiais da “proteção”, em quaisquer de suas formas, são concentrados e óbvios, enquanto os custos; as consequências, são difusas, dissimuladas e dividas em pequenas parcelas entre toda a população? A força é quase sempre mais rápida e mais perceptível do que fazer alguém pensar e raciocinar.

Quando o estado concede a um homem assistência material ou proteção contra a concorrência, ele o ajuda de forma imediata e abranda temporariamente parte de seus problemas. É tão concentrado e concreto, é tão fácil de ver, enquanto os impostos para essa proteção particular são difusos e indiretos na maior parte dos casos. Ou quando os sindicatos protegem o trabalhador da concorrência de outros trabalhadores e ele recebe um aumento de salário, é tão fácil de ver. É também imediato.

Em resumo, os benefícios são concentrados e presentes e, assim, fáceis de ver, enquanto os custos e as desvantagens são difusas e pagas por meio de pequenas quantias por um grande numero de pessoas, dessa forma, difíceis de ver. Superficialmente, os custos podem parecer ser postergados, como se a redistribuição tivesse gerando vantagens sociais por um tempo; mas essa é precisamente uma ilusão que advém de métodos inadequados de contabilidade de custos. Os custos reais, se pudessem ser vistos, são tão reais e tão imediatos como são os supostos benefícios.

O membro do sindicato vê que recebe mais dólares na sua conta e, dessa forma, acredita que é beneficiado. O que ele não vê é que se ele pode obter benefícios materiais temporários com a greve, muitos outros trabalhadores farão o mesmo. Tampouco vê que o empregador tem de obter todo o dinheiro que paga em salários de seus consumidores – outros trabalhadores. Se ele não for capaz de receber todos os custos, incluindo os salários, e se não existirem lucros ou perspectivas de lucro, não existirão empregos. Esse desemprego reduz a produção e aumenta os preços. Por outro lado, quanto mais lucros, quanto mais a concorrência entre empregadores para contratar mão de obra, maiores serão os salários reais. Além disso, quanto maior a competição na venda de um produto, menores serão os preços que os empregados terão de pagar. Tal fato tem característica contínua e difusa, e, dessa forma, é mais difícil de se ver.

Todos esses custos trabalhistas extras são repassados de volta aos trabalhadores, passado ou presente, junto com outros custos extras que advém da baixa produção, desemprego, contratações extras forçadas por sindicatos, antiguidade, greves, agentes não produtivos, falta de responsabilidade individual e assim por diante. No entanto, esses custos são difusos – um centavo aqui e ali nas centenas de diferentes itens que utilizamos – e, assim, mais difíceis de ver. Além disso, são unidos a todos os outros custos, de forma que é difícil, senão impossível, saber qual seu valor total.

A mesma difusão que ocorre nos custos adicionais dos sindicatos também ocorre em toda a proteção ou subsídio governamental – a nível federal, estadual, municipal e até nas secretárias de educação. Os custos adicionais na forma de impostos são distribuídos e colocados em milhares de artigos. A maioria das pessoas analisa os salários imediatos ou preços que são pagos quando vendem sob proteção como benefícios completos, e falham em ver a singela inflação (aumento de preços) que ocorre em centenas de itens que compram. Tampouco veem que esses custos adicionais continuam enquanto a sua causa continuar.

É também difícil ver como um mercado livre e desimpedido beneficia o trabalhador porque os benefícios estarão em tudo que ele comprar, embora poucos em cada item. Os benefícios não são todos de uma vez, nem são temporários, como salários arbitrários, mas contínuos e cumulativos.

O benefício da caridade pessoal é concentrado e facilmente visto porque é uma soma única. Muitas pessoas acreditam que o doador está beneficiando a humanidade mais do que a pessoa que aloca a mesma riqueza em ferramentas que aumentam a produção, dessa forma aumentando os salários reais e reduzindo os preços de forma contínua. Os benefícios oriundos de mais ferramentas são tão difusos que muitas pessoas pensam que a caridade contínua é mais benéfica à humanidade do queequipamentos que beneficiam a todos.

Aqueles com experiência prática no processo produtivo dos bens e serviços que tornam nossa vida mais fácil estão convencidos de que a melhor forma é para cada e toda pessoa e o governo tenha respeito e reverência por essa energia criativa de toda a humanidade.

Livre, a empresa privada não é tão espetacular nem tão fácil de ver como a forma socialista temporária de espalhar a pobreza explorando a fonte – as ferramentas – o que irá aumentar a pobreza no longo prazo. O livre mercado é a mais certa e até hoje a única forma conhecida de aumentar constantemente o bem estar da humanidade.

Não podemos ser iludidos pelos benefícios transitórios da proteção estatal, mas sim, notarmos as bençãos que advém continuamente do sistema de livre mercado, mesmo sendo mais difícil de ver – que o ganho de uma pessoa pela criação de riqueza é o ganho de todos.

// Tradução de Matheus Pacini. Revisão de Adriel Santana.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s