As principais estratégias para chegar ao Anarcocapitalismo

por Bruno Cavalcante, Nicholas Leviski e Ricardo Alonso

Introdução

Tendo em mente os ainda não familiarizados com os tópicos das discussões e debates das diferentes rotas para chegar ao anarcocapitalismo, nossa equipe preparou um resumo do que é mais recorrente sobre o assunto nos meios libertários.

Apresentaremos um pouco sobre três das principais estratágias: a secessão, o agorismo e os meios políticos. Devido às inclinações morais de cada libertário, temos os que consideram todas as vias como válidas na tarefa de maximizar a liberdade e os que questionam a moralidade em aceitar determinadas diretrizes de uma ou outra.

A Secessão

Réseau social 3D bleuA estratégia libertária da secessão baseia-se na crença de que ninguém deve ser forçado a viver sob um governo que não deseja. Todos devem ter o direito de individualmente ou com um grupo de pessoas formarem uma organização com o poder de decisão sobre seus bens.

Um libertário não deve ser obrigado a produzir para o estado, que ele considera uma entidade imoral. Os defensores da secessão veem um potencial muito grande na estratégia de fomentar essa cultura de autonomia nas escolhas; romper com a cultura de coerção. Uma pessoa tem somente o direito de escolha sobre a vida dela, e não pode ter o direito de escolher qual governo irá governar (e roubar) outra pessoa, isso é uma violação do princípio da auto-propriedade.

O problema com o estado e com a política é este: É binário. Há um monopólio da força e ele deve seguir um lado. O lado oposto (que na democracia é uma minoria) para sempre viverá sob forte coerção de um estado que ele não reconhece como legítimo. Defendemos que socialistas devem ter o seu direito de fundar um estado socialista, porém é imoral forçar demais indivíduos a terem que se submeter ao estado.

O libertário anarcocapitalista luta para que possa se juntar a pessoas interessadas no comércio e na fundação de uma sociedade livre, uma sociedade onde a produção é guiada pelo sistema de preços e em que os empresários possam se servir do cálculo econômico. Todo libertário tem o dever moral de declarar secessão e romper com o governo, um prestador de serviços que não precisamos e não devemos pagar para existir.

Para uma discussão mais aprofundada sobre a secessão:
https://anarcocapitalismo.com.br/2016/05/26/a-secessao-e-a-melhor-solucao-para-nos-livrarmos-da-tirania-e-da-incompetencia-de-um-governo/

https://anarcocapitalismo.com.br/2015/04/27/a-estrategia-libertaria-da-secessao/

O Agorismo

O Agorismo é uma filosofia anti-política que defende a utilização da contra-economia e da desobediência civil como meios de escapar das restrições e taxas impostas pelo estado e fazê-lo cair em ostracismo (além do boicote a empresas). Os agoristas se opõem ao voto e a todo o sistema político por considerarem a política ilegítima e tentativas de mudança por dentro do sistema inviáveis e insustentáveis.

A contra-economia é definida como a prática de trocas voluntárias proibidas pelo estado, como contrabando, comércio de substâncias ilícitas, contratar alguém fora da CLT, ter uma arma “ilegal”; além de práticas como sonegação de impostos, evasão fiscal e boicote a empresas corporativistas e instituições estatais. A prática da contra-economia tem se mostrado muito mais eficiente do que tentar mudar as leis, e, quanto mais pessoas praticam a desobediência civil, mais difícil fica para o estado combater essas práticas. Com adesão suficiente de pessoas à prática da contra-economia, o estado se tornaria insustentável e ruiria, retirando também todos os incentivos que alguém teria para querer mantê-lo.

Alguns mais radicais defendem o ataque sistemático (considerado legítima defesa) contra os agentes de manutenção do estado (políticos e membros do aparato coercitivo). O contingente policial total do Brasil é de 550 mil policiais civis e militares, uma taxa de 1 para cada 360 civis. Se 10% dos brasileiros começassem a sabotar e atacar sistematicamente os membros do aparato estatal, seriam 36 insurgentes para cada policial, e a polícia então não conseguiria mais impedir que estado fosse desmantelado pela força.
Artigos nossos sobre o Agorismo:

https://anarcocapitalismo.com.br/2015/05/11/uma-introducao-ao-agorismo-de-sek3/
https://anarcocapitalismo.com.br/2015/11/04/uma-estrategia-eficiente-para-derrotar-o-estado-agorismo/

Meios Políticos

 

wpid-gop-presidential-candidates-debate-orlando-qlqdgxekrfdl.jpg.jpegMuitos anarcocapitalistas veem a ação política com muito valor, não só para o propósito de, efetivamente maximizar a liberdade, mas também como espaço importante para a disseminação das ideias da liberdade.

Enquanto outras estratégias focam em eliminar o estado pelo ostracismo, o libertário político age por dentro do sistema, revogando leis, desregulamentando empresas, categorias trabalhistas, mercados e relações interpessoais voluntárias de uma maneira geral.

Os anarcocapitalistas adeptos dos meios políticos defendem que o ativismo político, o voto e o apoio a medidas como, por exemplo, de abaixar um determinado imposto, devem ser valorizadas, pois ajudam a maximizar a liberdade individual no aqui e agora. Adicionalmente, o movimento de participação no processo político através da candidatura e do ativismo promove a visibilidade do ideal libertário, ampliando o debate de possibilidades que não existiam até então para a maioria da população.

Conheça o partido político NOVO:

https://www.facebook.com/partidonovo/?fref=ts&em=1


Bruno Cavalcante é estudante de economia na PUC-SP e anarcocapitalista.

Nicholas Leviski é coordenador do grupo de estudos Capitalismo e Liberdade; Estudante de administração na Unespar e de economia na Unopar; Judeu; Anarcocapitalista.

Ricardo Alonso é Diretor do Anarcocapitalismo e graduando em Psicologia pela UFRJ.

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