Mais uma tragédia em um estabelecimento que proíbe a entrada de armas

texas

Daniel Mitchell

Aconteceu de novo.  Na cidade de Orlando, Flórida, um fanático islâmico entrou em um estabelecimento — especificamente, uma boate gay — que proíbe que as pessoas portem armas e praticou uma chacina em massa.

O estado da Flórida possui uma lei que especificamente proíbe o porte de armas (mesmo que a pessoa tenha autorização e licença) em um estabelecimento que serve bebidas alcoólicas.  Portanto, não apenas o estabelecimento era proibido de permitir que seus clientes portassem armas, como também era proibido de ter seguranças privados armados. Cenário perfeito para um lunático brincar de tiro ao alvo humano.

Para piorar, o maníaco estava na lista de suspeitos do FBI, que nada fez para detê-lo.  Mais uma vez, confiar a segurança ao estado não funcionou.

Deixemos de lado as questões motivacionais que envolvem islamismo, fanatismo e gays, e façamos a pergunta mais importante: por que políticos e burocratas não querem que pessoas inocentes tenham a capacidade de se defender?

O inestimável Centro de Pesquisas para a Prevenção do Crime já se manifestou sobre o assunto.

Desde pelo menos 1950, apenas 1% de todos os tiroteios públicos ocorreu em locais em que os cidadãos são autorizados a portar armas e se defender.  A polícia é importante para impedir o crime, mas mesmo que ela estivesse presente no local no momento da chacina, ela teria uma grande dificuldade em impedir o ataque.

Agressores sempre irão atirar primeiro nos policiais e seguranças uniformizados que estiverem presentes (o ataque ocorrido ao jornal francês Charlie Hebdo no início de 2015 ilustra esse ponto). … No caso de Orlando, a polícia chegou à cena do crime somente depois de o ataque ter ocorrido.  Isso ilustra outro ponto: é simplesmente impossível contar com a polícia para que ela proteja todos os alvos possíveis.  É até mesmo uma questão física.

É difícil ignorar o fato de que esses homicidas em massa sempre escolhem, conscientemente, locais em que eles sabem que as vítimas estarão desarmadas.

A propósito, se você acredita que permitir o porte de armas em bares e demais estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas é um convite à carnificina, considere o fato de que já é legal em vários estados americanos o porte de armas onde há venda de bebidas alcoólicas.  No entanto, nunca se ouviu notícias de chacinas nesses locais.

Dentre os mais recentes estados a permitir o porte de armas em locais que auferem mais de 50% de suas receitas com a venda de bebidas alcoólicas estão: Geórgia (2014), Louisiana (2014), Dakota do Norte (2015), Carolina do Norte (2014), Ohio (2011), Carolina do Sul (2014) e Tennessee (2009).  Além da Flórida, outros estados que proíbem o porte são: Illionis, Kentucky, Nebraska, Novo México, Oklahoma, Dakota do Sul, Texas, Washington e Wyoming.

Há estados que permitem o porte de armas em bares, mas proíbem a pessoa de consumir álcool, dentre eles: Alasca, Idaho, Michigan (permitem o porte desde que a arma esteja visível e a pessoa tenha licença), Montana (permite o porte desde que a arma esteja visível; não é necessário ter licença).

Sim, é possível que, em algum momento, algum desequilibrado com uma arma faça alguma lambança em uma dessas localidades.  Por isso, não se está dizendo que jamais haverá morte em locais que permitem o porte de armas e servem bebidas alcoólicas.

Mas o fato é que pessoas realmente más são muito mais perigosas do que bêbados ocasionais, e suas ações maléficas são permitidas e facilitadas por localidades que proíbem que as pessoas portem armas.

O teste do QI

Certa vez propus um “Teste de QI para criminosos e progressistas“.  Pedi para que imaginassem que eram ladrões.  E então perguntei: se vocês estivessem planejando um crime — tipo, uma invasão de domicílio —, como vocês reagiriam se soubessem que o morador estava armado?  Vocês iriam:

a. Invadir a casa mesmo assim, pois já ouviram políticos e jornalistas garantir que ter uma arma não impede o crime?

b. Ponderar, depois de alguma reflexão, os custos e benefícios potenciais, e então decidir que é mais prudente encontrar outra casa para roubar?

Meu objetivo era ajudar esquerdistas bem-intencionados a entender que criminosos reagem a incentivos. E mesmo aqueles realmente estúpidos tentarão, ao mesmo tempo, maximizar quanto eles podem roubar e minimizar o risco de surpresas negativas.

E, se você é um criminoso, uma potencial surpresa negativa é ser baleado por um morador armado.

A mesma análise de custo-benefício se aplica a adeptos de chacinas.  Independentemente de se esses lunáticos são motivados por um sentimento de carência ou pela ideologia islamo-fascista, seu objetivo é matar o máximo possível de pessoas antes de serem detidos.

Portanto, faz sentido — de sua perspectiva deturpada — escolher alvos em zonas que proíbem o porte de armas (em inglês, gun-free zones).

E quando esses malucos escolhem locais em que são mínimas as chances de encontrar alguma resistência armada, eles sabem que isso significa que a contagem de corpos será alta.  E é exatamente esse o seu objetivo.

Foi exatamente isso o que aconteceu em Fort Hood. E em Santa Barbara. E em Newtown, Connecticut. E no cinema da cidade de Aurora, Colorado. E em Virginia Tech.

Mais armas

Para minha segurança e para a proteção dos meus filhos, quero que haja cada vez mais cidadãos armados e cumpridores das leis, seja em bares ou em quaisquer outros locais da sociedade.

O professor Nelson Lund, da Escola de Direito da George Mason University, escreveu um artigo para o The New York Times mostrando que as evidências em prol do porte de armas em locais públicos são impressionantes.

É algo cruelmente arrogante desarmar vítimas em potencial — como mulheres —, deixando-as à mercê de estupradores e outros predadores.  Cidadãos armados frequentemente salvam vidas e impedem a ocorrência de crimes violentos,frequentemente sem disparar um único tiro.  Praticamente todos os massacres ocorrem em “gun-free zones”, e alguns desses massacres foram impedidos por civis queintervieram após sacar sua arma.

[…] vários estados americanos já adotaram leis permitindo cidadãos adultos a portarem ocultamente uma arma em público.  Aproximadamente 13 milhões de americanos hoje possuem permissão para portar armas escondidas, e 11 estados nem mesmo exigem uma licença.  À medida que o número de cidadãos armados disparou, os crimes violentos desabaram.  E praticamente não há notícias de que tais pessoas abusaram de seus direitos.  Na Flórida, por exemplo, onde as licenças estão disponíveis há quase trinta anos, elas são revogadas, por causa de algum mau uso da arma de fogo, a uma taxa anual de 0,0003%.  Até mesmo a polícia possui taxas mais altas de violações decorrentes do uso de armas de fogo do que os cidadãos com porte legal.

Qual a moral da história?

Quando assassinatos e massacres ocorrem, burocratas irão se inocentar de qualquer culpa (como é o caso do FBI,que tinha o assassino em seu radar desde 2013, e nada fez para detê-lo) e políticos — que são os responsáveis diretos pelas leis que proíbem os cidadãos de se defender em determinadas localidades — irão apenas aumentar o repertório em prol do desarmamento.

A moral da história, portanto, é que cidadãos cumpridores das leis devem ter o direito absoluto de se defenderem e de defenderem terceiros.

Contar com a polícia não é sensato, pois esta só chega ao local do crime após as coisas ruins já terem acontecido.  Por mais eficiente e dedicada que seja a polícia, você simplesmente não pode partir do princípio que ela estará onipresente, sempre a postos para proteger todo e qualquer cidadão.  E é por isso que, ao menos nos EUA, a vasta maioria dos policiais é contra o desarmamento.

E também é por isso que o porte de armas é importante, particularmente para comunidades que são alvo de violência, como as mulheres em geral, os judeus na Europa e os professores de escolas públicas.  Todas essas pessoas, caso estivessem armadas, poderiam estar na posição de proteger terceiros que não tivessem a capacidade de se defender.

Após mais essa tragédia, só nos resta esperar que algo de bom ocorra e que haja mais medidas que ajudem cidadãos cumpridores da lei a se defenderem do mal.

É claro, não será nada surpreendente ver pessoas que não conseguem passar no teste de QI citado acima defenderem ainda mais desarmamento.

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