O Equívoco dos Anticapitalistas

por Nicholas Leviski

Você certamente já ouviu alguém criticando o capitalismo e talvez você mesmo já o tenha feito. Porém, muito do discurso anticapitalista se dá por uma compreensão incorreta do que é o capitalismo. Antes de entendermos o que é o capitalismo, precisamos entender o sistema que os anticapitalistas costumam criticar. O economista Murray Rothbard utilizava os termos “capitalismo de estado” para se referir ao corporativismo e “capitalismo de mercado” para se referir ao capitalismo de livre mercado. Neste artigo vamos entender melhor o que é o capitalismo de estado; o corporativismo.

O corporativismo é um sistema político em que o poder legislativo é atribuído a associações de classe representantes de interesses econômicos, industriais e profissionais, através das quais os cidadãos participariam da vida política. Neste sistema, apesar de ser mantida a existência do mercado, a propriedade privada não é mantida de maneira absoluta, pois todos os meios de produção se agregam ao estado, moldando artificialmente o mercado para responder aos interesses do estado, das grandes corporações e dos grandes sindicatos.

O corporativismo atingiu seu completo desenvolvimento teórico e prático na Itália Fascista, O sistema de sindicatos nesse contexto chegou a ter mais de 4 milhões de filiados em 1935. Os fascistas controlavam o mercado através de corporações intimamente ligadas ao estado, constituindo uma “ditadura dos representantes”: “Tudo no estado, nada contra o estado, e nada fora do estado.”

Nesse sistema, os empresários mais ricos e com mais contatos políticos conseguem privilégios e ao mesmo tempo fazem lobby por mais burocracia e impostos aos concorrentes, dificultando a entrada e permanência de novas empresas. De acordo com Mussolini: “O fascismo é absolutamente oposto às doutrinas do liberalismo, tanto na esfera econômica quanto na política.”wp-1480269718865.jpg

Keynes forneceu a argumentação pseudo-científica contra o liberalismo e em prol de uma nova forma de planejamento social em seu livro Teoria Geral, onde ele próprio admitiu na introdução da edição nazista da obra que o nacional-socialismo era muito mais favorável às suas ideias do que o livre mercado.

Assim, podemos concluir que corporativismo não é livre mercado. No ranking de liberdade econômica da Heritage Foundation, os países de mercado mais livre são Hong Kong, Singapura, Nova Zelândia, Suíça, Autrália, Canadá. Enquanto os países com menos liberdade econômica são Coreia do Norte, Cuba, Venezuela, Zimbábue e Turcomenistão. O Brasil está na posição 122 dos 178 países avaliados. Você consegue perceber a relação entre mais liberdade econômica e mais riqueza? Isto já é assunto para um próximo texto.
http://www.heritage.org/index/ranking


Nicholas Leviski é coordenador do grupo de estudos Ágora Club; Estudante de Estatística na UFPR; Judeu; Anarcocapitalista.

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