O capitalismo enriqueceu os trabalhadores

por DON WATKINS

 

Muitas pessoas acreditam que o século XIX, foi uma época onde os trabalhadores eram forçados a sofrer nas fábricas ganhando cinco centavos/hora e trabalhando 28 horas por dia. Somente quando os governos intervieram, diretamente em nome dos trabalhadores ou indiretamente pelo fortalecimento dos sindicatos, que as coisas melhoraram.

Os fatos mostram uma história diferente.

Primeiro, pense no contexto histórico. Como Ayn Rand nos lembra, “O capitalismo não criou a pobreza – ele a herdou”. Aqui segue o famoso gráfico baseado na pesquisa do economista Angus Maddison.Resultado de imagem para pib mundial grafico

O que o gráfico mostra é que, em grande parte da história humana, uma vasta maioria da população estava atolada na pobreza. Na maior parte dos casos, o indivíduo comum vivia em condições miseravelmente inimagináveis. Somente no século XIX, e unicamente no Ocidente, que as massas aproximaram-se de conquistar o padrão de vida moderno. Tenha isso em mente quando ouvir sobre as condições de vida e trabalho durante o século XIX. É verdade – pelos padrões atuais, que as condições laborais daquele tempo eram realmente temerárias. Mas como Rand nota, “tais padrões eram o melhor que as economias nacionais daquele tempo poderiam conseguir”. E para os homens e mulheres aqueles empregos eram, por incrível que pareça, uma dádiva de Deus.

Lembre-se, a população daquele tempo estava crescendo a uma taxa nunca vista antes na história humana – tão rápida que os primeiros economistas como Malthus estavam muito preocupados se tal crescimento poderia ser sustentável. Como o Ocidente pode sustentar esses números crescentes? Somente por meio do aumento da produtividade que foi possível pelo capitalismo. Muitos das pessoas que trabalhavam nas fábricas não teriam sido capazes de sobreviver de forma alguma em uma era anterior ao capitalismo.

Realmente, dois fatos básicos falam mais alto do que poderia apontar qualquer estudo estatístico. Primeiro, os proprietários das fábricas não tinham o poder para forçar as pessoas a trabalharem em suas fábricas; tudo que podiam fazer era oferecer trabalho a um dado salário para as pessoas que eram livres para aceitar a oferta, ou rejeitá-la, buscando trabalho em outro lugar. Segundo, as pessoas afluíram em massa para tais empregos, emigrando para as cidades vindos das fazendas norte-americanas e do exterior.

Como, então, as condições dos trabalhadores melhoraram? Tal qual os empresários tinham de competir por consumidores, oferecendo melhores produtores a preços baixos, eles tinham de competir também por trabalhadores, oferecendo melhores salários e condições de trabalho. Esse processo de competição levou os empresários a pagarem salários correspondentes ao nível de produtividade dos trabalhadores: quanto mais produtivos se tornavam os trabalhadores, mais seus salários tenderiam a aumentar.

Como resultado do aumento da produtividade dessa era, as estatísticas mostram salários continuamente subindo e as horas de trabalho firmemente caindo – muito antes de o governo intervir para “proteger” os trabalhadores. Os salários reais mais do que quadruplicaram no decorrer do século XIX, mesmo com as pessoas trabalhando menos.

Em 1870, por exemplo, o trabalhador médio trabalhou 3069 horas por ano. Mas, com o aumento de sua produtividade, em 1913 ele poderia desfrutar de um padrão de vida muito melhor trabalhando somente 2632 horas. Ou considere quão fácil tem sido para ganhar dinheiro para comprar meio galão de leite (56 minutos em 1900 para 31 minutos em 1930) ou 100 kwh de eletricidade (107 horas em 1900, mas somente 11 horas em 1930).

A vida durante o início do capitalismo foi dura (como sempre tinha sido), mas para qualquer pessoa disposta e capaz de trabalhar, a vida estava melhorando. A lição para os dias de hoje é que o laissez-faire não empobrece os trabalhadores, mas os torna progressivamente mais ricos.

Tradução de Matheus Pacini. Revisão de Ivanildo Terceiro. // Artigo Orignal

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