Educação estatal, seus defensores e a Ku Klux Klan

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Por Uriel Carrano

A Ku Klux Klan foi uma das primeiras organizações a defender um modelo de educação estatal obrigatório nos EUA, e viam nessa estrutura, uma forma eficiente de imposição cultural.
A Ku Klux Klan chegou ao ponto de defender a proibição de qualquer outra forma de educação não-estatal, voluntária e/ou privada que pudesse competir com o modelo estatal.
Essa estratégia foi adotada com o intuito de dominação perante minorias étnicas, que apresentavam resistência cultural ao modelo de estado centralizado.
A institucionalização das escolas através dos cronogramas oficiais, da excessiva burocratização, da frequência obrigatória, da estrutura hierárquica de divisão por idades e licenças, foram essenciais para uniformizar as culturas e destruir seus fatores de coesão (língua e tradições), enfraquecendo assim laços familiares e impondo noções nacionalistas artificiais que legitimam o poder do estado-nação através da retórica coletivista.
Todas essas medidas resultaram na proposital confusão semântica entre escolarização e educação, entre conhecimento e autorização através de licenças e diplomas.
O resultado foi a monopolização da ‘educação’ pelo estado, através desse modelo de escolarização compulsório, baseado na escassez artificial do conhecimento (licenças e diplomas) e na consequente reserva de mercado criada por tais exigências.
Infelizmente hoje, muitas pessoas inocentemente acabam defendendo esse falido modelo de escolarização, principalmente aqueles que trabalham no setor e que se encontram completamente dependentes dos recursos tirados à força da sociedade pelo estado.
Dependência essa que os faz defender as mesmas pautas inconsistentes dos membros da KKK, ou seja, um modelo educacional semi-escravista de escolarização compulsória.
A solução libertária é simples e intuitiva, os professores devem ser livres para abrir suas escolas e não depender de esmola e muito menos de licença estatal para ensinar.
Liberdade de entrada, tecnologias que tornam a escassez informacional obsoleta e reduzem o custo a quase zero, fim do controle estatal sobre cronogramas, abolição de entraves e impostos ao setor privado, fim da parcial criminalização da educação familiar e comunitária não-estatal e claro, livre mercado e fortalecimento da filantropia educacional
Essa é e sempre foi a receita básica.

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